A proposta foca em microfábricas de semicondutores compactas, modulares e sustentáveis, um modelo inovador no Brasil.
A Universidade de São Paulo (USP) está à frente de um projeto que visa a produção de até 60 milhões de chips por ano, com o objetivo de reduzir a dependência do Brasil em relação a componentes importados. Essa iniciativa, chamada PocketFab, teve sua primeira unidade recentemente inaugurada.
Apresentada no ano anterior, a PocketFab propõe o conceito de microfábricas de semicondutores, em um formato compacto, modular e sustentável. Esta é uma infraestrutura inédita no país, contando com o suporte da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP).
Como funciona a PocketFab da USP?
Ao contrário das grandes estruturas convencionais, que são de alto custo e tamanho, as “fábricas de bolso” têm como foco a aceleração dos ciclos de inovação. O modelo de fabricação de chips cria um elo mais próximo entre a pesquisa de ponta e a produção industrial.
- Nessas instalações, onde as áreas são, em média, de 150 m², todo o processo de design de chips é realizado pela USP;
- A validação, integração e aplicação industrial ficam sob a responsabilidade do SENAI, que também é responsável pela formação de profissionais qualificados;
- O setor automotivo deverá ser um dos principais beneficiados pela produção de chips nessas PocketFabs, especialmente em tempos de escassez desse componente;
- Algumas das aplicações em desenvolvimento incluem chips para sistemas avançados de assistência ao motorista, melhorando segurança, conectividade e eficiência produtiva.
No projeto, está prevista também a produção de sensores inteligentes para manutenção preditiva e automação avançada, visando o setor de máquinas e equipamentos. Além disso, componentes voltados para dispositivos médicos e de saúde também serão fabricados nessas unidades.
Gemini cita nome completo de usuária sem contexto e expõe falha em IA do Google
“A PocketFab representa uma mudança significativa na forma de produzir semicondutores. É uma fábrica modular, flexível, sustentável e não massiva, desenhada para ser portátil e escalável“, afirmou Marcelo Knörich Zuffo, coordenador do Centro de Inovação da USP.
Próximas unidades
A primeira microfábrica do projeto, que possui capacidade para produzir 10 milhões de chips anualmente, servirá como modelo para outras unidades. O plano é estabelecer um total de 10 polos em diversas regiões do país.
Em cada uma das PocketFabs, estima-se a contratação de até 500 profissionais, incluindo técnicos, projetistas, engenheiros, pesquisadores e estagiários. Um cronograma para as próximas inaugurações ainda não foi definido.
A iniciativa também envolve colaborações com entidades como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), entre outras.
WhatsApp caiu? Aplicativo instável nesta quarta (08); Instagram e Facebook também
A crise dos chips tem impactado até mesmo a montagem de PCs. Neste artigo, você encontra dicas para economizar durante a alta dos preços.