Unidade adquirida pela Método Telecom inclui serviços essenciais em áreas remotas e números de emergência.
A operadora brasileira Oi confirmou a venda da sua divisão de telefonia fixa. Essa unidade, a primeira da história da empresa e uma das mais exitosas em seu auge, gerou R$ 60,1 milhões para o caixa da companhia.
O comprador é a mineira Método Telecom, que fez uma proposta em pagamento à vista. A operadora paranaense Sercomtel esteve próxima de finalizar a compra por um valor ligeiramente inferior, mas sua oferta envolvia parcelamento, o que não foi aceito.
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A divisão de telefonia fixa da Oi abrange serviços essenciais, incluindo linhas de comunicação residenciais, especialmente em locais remotos, onde a cobertura de celular e internet é escassa.
Em regiões onde a Oi é a única operadora, ela tinha a obrigação de manter o serviço de telefonia fixa ativo até dezembro de 2028. Agora, essa responsabilidade passa para a nova proprietária, sem que esta herde dívidas da antiga gestora.
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De acordo com a Agência Brasil, a empresa deverá manter “a infraestrutura de torres, postes, fiação e até os tradicionais orelhões“, que estão sendo desativados em grande parte do país.
Além disso, a Método Telecom também será responsável pela infraestrutura dos números de emergência que operam no Brasil, como o chamado da Polícia Militar (190), do SAMU (192) e dos bombeiros (193).
Oi em recuperação judicial
A venda da unidade de telefonia fixa da Oi representa mais um passo em sua recuperação judicial, sendo a segunda enfrentada pela empresa em uma década.
Antes mesmo da primeira recuperação, ocorrida em 2016 e envolvendo dívidas recordes, a Oi já havia vendido outras divisões:
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- A divisão de telefonia móvel (celular) por R$ 16,5 bilhões para as concorrentes Tim, Vivo e Claro;
- O setor de torres para a Highline por cerca de R$ 1 bilhão;
- Os data centers da empresa por R$ 325 milhões para a Piemonte Holding;
- A divisão de fibra óptica InfraCo por R$ 12,9 bilhões para o banco BTG Pactual;
- A Oi Fibra, atualmente chamada de Nio, para a V.tal por R$ 5,75 bilhões.
A companhia ainda enfrenta cerca de R$ 15 bilhões em dívidas. Ela chegou a ter a falência declarada no final do ano passado, mas a ação foi suspensa logo após para buscar a renegociação de suas pendências.
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