Gustavo Petro se manifestou a favor do Pix após as recentes críticas dos EUA e demonstrou interesse em implementar a tecnologia na Colômbia.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, defendeu o Pix contra as críticas mais recentes do governo dos Estados Unidos na semana passada e solicitou que o sistema de pagamentos seja introduzido em seu país. A declaração foi feita no X (Twitter) no sábado (04).
Em seu perfil, Petro respondeu a uma postagem que mencionava um relatório da Casa Branca que classifica a ferramenta de transferências instantâneas como prejudicial para empresas americanas.
Pix na Colômbia?
No post original, mencionava-se a possibilidade de Donald Trump impor sanções ao Brasil devido ao sistema de pagamentos. No ano anterior, os EUA iniciaram uma investigação comercial contra o Brasil por práticas consideradas desleais.
- Defendendo o Pix, o presidente colombiano afirmou que as sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) são ineficazes;
- Segundo ele, essas punições deixaram de ser um mecanismo eficaz no combate ao tráfico de drogas;
- Petro complementou que o OFAC apenas serve para perseguir opositores políticos de Trump em todo o mundo;
- Fez, ainda, menção à tecnologia lançada pelo Banco Central (BC) em 2020, que se tornou um dos meios de pagamento mais populares entre os brasileiros.
“Peço ao Brasil que expanda o sistema Pix para a Colômbia; espero que, assim, deixem de considerar a lista da OFAC, que já não é eficaz”, concluiu Petro, demonstrando interesse em adotar a ferramenta do BC. O pedido ainda não recebeu resposta das autoridades brasileiras.
No mês anterior, a funcionalidade começou a ser disponibilizada na Argentina através de uma parceria com o Banco Patagônia, controlado pelo Banco do Brasil. Assim, turistas brasileiros conseguem efetuar pagamentos no país vizinho utilizando a função via QR Code.
Lula rebate críticas dos EUA
Pouco tempo após a divulgação do relatório dos EUA criticando o Pix, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu ao governo Trump, afirmando que a pressão da Casa Branca não terá impacto.
“É importante comunicar a quem quiser ouvir: o Pix é do Brasil, e ninguém nos fará mudar o Pix pelo serviço que ele oferece à sociedade brasileira”, declarou o petista na quinta-feira (02).
No documento, as autoridades americanas também levantam outras preocupações em relação ao Brasil, como a regulação de grandes empresas de tecnologia, a taxa de uso de rede e a mineração ilegal de ouro.
Quer saber mais sobre os motivos que geram o desconforto dos EUA com o Pix? Nesta matéria, abordamos o tema.